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Arquipelago de Origem:
Rio Grande do Norte (Brasil)
Data da Peça:
1640-00-00
Data de Publicação:
24/09/2020
Autor:
Frans Post
Chegada ao Arquipélago:
2020-09-24
Proprietário da Peça:
Biblioteca Nacional do Brasil
Proprietário da Imagem:
BNBrasil
Autor da Imagem:
Biblioteca Nacional do Brasil
Fluvius Grandis, aguarela do forte dos Reis Magos, então Castelo Ceulen, Frans Post, 1640 a 1644, Natal, Rio Grande do Norte, RN, Brasil

Categorias
    Descrição
    Fluvius Grandis,
    Aguarela do forte dos Reis Magos, então Castelo Ceulen integrada no álbum de Barlaeus, de 1647, estampa 30, da BN do Brasil, no Rio de Janeiro.Frans Post (1612-1680), 1640 a 1644 (c.)
    Larsen (1962 - pág. 186) dá notícia de um quadro de Post no Museu do Louvre, mostrando a mesma vista, assinado e datado de 1639, bem como de um desenho quase idêntico, existente no British Museum, o que nos faz supor um uso reiterado da mesma imagem e nos permite fixar a data do trabalho inicial como sendo, pelo menos, do ano de 1639, sucessivamente reproduzido, como em 1671, em Amesterdão, por Jacob Van Meurs (1617-1680).
    Natal, Rio Grande do Norte, RN, Brasil

    A primeira construção deve-se ao padre jesuíta valenciano Gaspar de Samperes (c. 1560-1635), que acompanhara a viagem de Flores Valdez, como ajudante do engenheiro Bautista Antonelli (1547-1616), estando no Rio de Janeiro em 1582 e que, regressado à Europa, entraria para a Companhia de Jesus. Regressando ao Brasil, integrou o colégio jesuíta de Pernambuco, onde fez um primeiro projeto para a célebre Fortaleza dos Reis Magos, segundo a tradição, iniciado a 6 de janeiro de 1598, mas que não era então mais que uma estacada de pau-a-pique, embora pouco tempo depois já com guarnição militar e de que conhecemos desenho de Diogo de Campos Moreno (1566-1617), no Livro que dá Razão ao Estado do Brasil, de 1612, hoje na Torre do Tombo. O padre Samperes, entretanto, viria a ser preso pelos holandeses e desterrado para Cartagena das Índias, onde viria a falecer em 1635. Entretanto, já o forte teria tido outra reformulação, por 1612 ou pouco depois, redesenhado por Francisco de Frias de Mesquita (c.1578-c.1645), decididamente, a partir de 1614. Com a ocupação holandesa passaria a ser o castelo Ceulen, como o pintou várias vezes Frans Post (1612-1680). Nos anos seguintes voltaria a ter obras, mas mantendo o mesmo desenho de Francisco de Frias. Cif. Nestor dos Santos Lima, “Sobre a Fortaleza dos Reis Magos”, in Revista do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte, Natal, 1948-1950, vol. XLV-XLVII, pp. 5-20; Ib., Hélio Galvão, História da Barra do Rio Grande, Rio de Janeiro, MEC/Conselho Federal de Cultura,1979; e outros.
    Frans Janszoon Post (Leyden, 1612; Haarlem, 1680) foi um pintor dos Países Baixos que, com Albert Eckhout (c. 1610-1665), integrou a comitiva do conde Maurício de Nassau (1604-1679), acompanhando-o ao Nordeste do Brasil, onde chegou em 1637, com 24 anos de idade. Tomou parte em diversas expedições com o objetivo de executar uma coleção de desenhos com motivos brasileiros para o Conde. Regressou à Holanda em 1644, mas continuou, a partir dos seus apontamentos a executar motivos do Brasil, especialmente, para Maurício de Nassau, mas também para gravadores holandeses.