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Arquipelago de Origem:
Funchal
Data da Peça:
1895-00-00
Data de Publicação:
24/08/2020
Autor:
Adolfo Rodrigues
Chegada ao Arquipélago:
2020-08-24
Proprietário da Peça:
Câmara Municipal do Funchal
Proprietário da Imagem:
Câmara Municipal do Funchal
Autor da Imagem:
Câmara Municipal do Funchal
Retrato do rei D. Carlos, óleo de Adolfo Rodrigues, 1895, Câmara Municipal do Funchal, ilha da Madeira.

Categorias
    Descrição
    Retrato do rei D. Carlos.
    Óleo sobre tela.
    Adolfo Rodrigues (1867-1908), 1895.
    Câmara Municipal do Funchal, ilha da Madeira.
    Pub. Ramiro A. Gonçalves, “Adolfo de Sousa Rodrigues (1866-1908): um pintor insatisfeito”, in Islenha, n.º 61, direção de Marcelino de Castro, Funchal, DRC, Jul. - Dez. 2017, p. 14.

    Adolfo de Sousa Rodrigues (Funchal, 13 jan. 1867; Lisboa, 9 mar. 1908). Tirou o curso da Academia de Belas Artes, com altas classificações, tendo-se dedicado à pintura histórica, sob orientação de José Ferreira Chaves (1838-1899) e conseguindo bolsa para se especializar em Paris, trabalhando nos ateliers de Jean Paul Laurens (1838-1921) e Benjamin Constant (1845-1902). No 2.º ano do curso em Lisboa já tinha alcançado o prémio Anunciação, vindo a ser depois distinguido, em Lisboa, no Grémio Artístico, em 1895, com a terceira medalha. Pintou Agostinho de Ornelas e Vasconcelos (1836-1901), hoje na coleção dos descendentes, em Paris e o rei D. Carlos (1863-1908), nas coleções da Câmara Municipal do Funchal, uma alegoria à História no teto da entrada do Museu Militar de Lisboa, etc., tendo as palmas da Academia de França e a ordem de Isabel, a Católica, de Espanha.
    D. Carlos (1863-1908). Filho de D. Luís I e de D. Maria Pia de Sabóia, veio a distinguir-se, para além de rei, como pintor e cientista. Tendo começado a pintar em 1889, veio a atingir uma muito boa qualidade, especialmente nos seus trabalhos em aguarela, tendo sido seu mestre o aguarelista espanhol Enrique Casanova. Como cientista distinguiu-se nas suas explorações oceanografias, a bordo do iate D. Amélia, trabalhos então de certa forma em moda em algumas cortes europeias. Recebendo uma pesada herança política e governativa, logo inquinada no início do seu reinado com a questão do ultimato inglês ao Mapa Cor-de-Rosa, a situação não deixou de piorar e levar, em 1908, ao seu assassinato e do príncipe herdeiro D. Luís Filipe junto à Praça do Comércio, em Lisboa, quando a família real regressava de Vila Viçosa.