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Arquipelago de Origem:
Lisboa (cidade)
Data da Peça:
1940-00-00
Data de Publicação:
26/05/2020
Autor:
Ricardo Falcão
Chegada ao Arquipélago:
2020-05-26
Proprietário da Peça:
Coleção Ephemera, José Pacheco Pereira
Proprietário da Imagem:
Coleção Ephemera, José Pacheco Pereira
Autor da Imagem:
Coleção Ephemera, José Pacheco Pereira
Porta-estandarte de recortar e montar da Mocidade Portuguesa, Litografia Valério, Lisboa, 1940 (c.), Portugal

Categorias
    Descrição

    Porta-estandarte de recortar e montar da Mocidade Portuguesa.


    De bloco de soldadinhos de recortar e montar, desenho registado por Ricardo Falcão, Litografia Valério, Lisboa, 1940 (c.)
    Coleção Ephemera, José Pacheco Pereira, Portugal.

    A Mocidade e Legião Portuguesa nasceram da inquietante perspetiva de uma Espanha comunista em resultado da Guerra Civil e, também, o fascínio da direita extremista portuguesa pelas ditaduras italiana e alemã que forçaram Salazar (1889-1970) à criação de organizações paramilitares como estas de 1936. Esta primeira decidia-se a moldar os infantes portugueses aos valores nacionais e combater o internacionalismo bolchevista. Tratava-se de saturar a cabeça de doutrina e o corpo de exercício, até para evitar os malefícios do onanismo (práticas genésicas, como se dizia na altura). Avesso a extremismos, o ditador controla como pode estas problemáticas organizações, nomeando chefias da sua confiança. A primeira era uma milícia (infantil) e juvenil de filiação obrigatória para os estudantes de ambos os sexos, que dava preparação militar e organizava atividades desporti­vas e culturais, conciliando algumas fac­etas interessantes do escutismo com a doutrinação política e religiosa. A segunda era também uma instituição paramilitar, destinada à população civil. Um dos principais doutrinadores da MP, e mais tarde seu 2.º comissário geral, Marcello Caetano (1906-1980), viria a ser o delfim e sucessor de Salazar. Em 1937, nascia também a Mocidade Portuguesa Feminina, “sentinelas da alma de Portugal”, que enquadraria as suas filiadas no seio do lar e da família, oportuna retaguarda dos valorosos guerreiros da congénere masculina. A farda das MPs era peça fundamental na disciplina coletiva e na encenação de desfiles e paradas. As MPs dividiam-se em Lusitos/Lusitas, Infantes, Vanguardistas e Cadetes/Lusas, em categorias dos 7 aos 25 anos, cada uma com farda própria. A representação gráfica das MPs foi evoluindo ao sabor do seu papel político e social e do grafismo dos ilustradores de várias gerações.