Visconde da Ribeira Brava após a revolução de 5 de outubro de 1910, Rossio, Lisboa, Portugal
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Descrição
Visconde da Ribeira Brava após a revolução de 5 de Outubro de 1910.
Carro com revolucionários descendo a Avenida da Liberdade, onde além do Visconde se conta o capitão-de-fragata Cerejo e Artur Leitão.
Fotografia de Joshua Benoliel (1873-1931), tarde de 5 de outubro de 1910.
Arquivo da Câmara Municipal de Lisboa, Portugal.
Visconde da Ribeira Brava (Francisco Correia Herédia) (Ribeira Brava, 2 abr. 1852 - Rua Vítor Córdon, Lisboa, 16 out. 1918). Filho do então morgado António Correia Herédia e D. Ana Bettencourt, frequentou o Liceu do Funchal de onde passou à Universidade de Coimbra, licenciando-se no Curso Superior de Letras. Viveu algum tempo na Argentina, representando a firma Armstrong, onde coadjuvou o representante diplomático português, visconde de Faria, assim como também viveu em Paris. Casou em 1867 e veio a ser agraciado com o título de visconde da Ribeira Brava, por decreto de 4 maio 1871, quando foi eleito pelo Partido Progressista como deputado e por recusa de seu pai a seu favor. Viria a desempenhar um papel político mais ativo a partir de 1897, quando representou a Madeira no Parlamento e quando integrou a dissidência progressista do conselheiro Alpoim. A partir de então apresenta-se como republicano, conspirando contra a Monarquia, atribuindo-se-lhe a frase: Matem o D. Carlos. Mudaria depois o seu nome para Francisco Correia Herédia Ribeira Brava e integraria o partido do Dr. Afonso Costa. Veio a ser assassinado na chamada Leva da Morte, na Rua Vítor Cordón, em Lisboa, em 16 de outubro de 1918.
Esta fotografia foi publicada na Ilustração Portuguesa, n.º 243, fl. 15, Lisboa, 17 de outubro de 1910, Portugal. Joshua Benoliel (Lisboa, 13 jan. 1873, idem, 3 fev. 1931) talvez o maior fotógrafo dos inícios do século, era descendente de uma família hebraica que se instalara em Cabo Verde. Trabalhou para os principais jornais dos inícios do século XX, como O Século e a sua revista, Ilustração Portuguesa, mas também Ocidente e Panorama, fazendo a cobertura jornalística dos grandes acontecimentos da sua época, desde os últimos Reis, revolução de 1910, deslocando-se mesmo à Flandres, na 1.ª Grande Guerra.