Image
Arquipelago de Origem:
Ilha de Moçambique
Data da Peça:
1970-00-00 00:00:00
Data de Publicação:
20200202
Autor:
Não identificado
Chegada ao Arquipélago:
2020-02-01 00:00:00
Proprietário da Peça:
Ilha de Moçambique
Proprietário da Imagem:
Alexandre Monteiro
Autor da Imagem:
Alexandre Monteiro
Palácio de São Paulo e estátua de Vasco da Gama, 1970 (c.), Ilha de Moçambique, Moçambique.

Categorias
  • Arquitectura Civil
    • Equipamento urbano e rural
    • Museus, Galerias e auditórios
    • Paços, solares e palácios
    • Urbanismo
  • Arquitectura religiosa
    • Capela
  • Documentos
    • Lápides e inscrições
  • Escultura
    • Bronze
    • Outros Materiais
  • Fotografia / imagem
    • Costumes
    • Paisagens rurais e urbanas
  • Personalidades
    • Artífices e populares
    • Engenheiros e arquitectos
    • Escultores e entalhadores
    • Vice-reis, governadores e capitães
Descrição
Palácio de São Paulo e estátua de Vasco da Gama.
Reconstrução de 1763 (c.) e seguintes.
Bronze de 1970 (c.), que segue o modelo do mestre Joaquim Martins Correia (1910-1999) executado em 1970 para Sines.
Fotografia de Alexandre Monteiro, 26 de dezembro de 2019.
Largo do Palácio dos Governadores, Ilha de Moçambique.

Vasco da Gama (Sines, 1460 a 1469; Cochim, 24 dez. 1524). D. Manuel I confiou-lhe o comando da frota que, em 8 Jul. 1497, largou do Tejo em demanda da Índia, e que se compunha de quatro pequenos navios: São Gabriel, São Rafael, a Bérrio e São Miguel, não passando, este último, da baía de S. Brás, onde foi queimado. A 2 mar. 1498, aportou a armada à ilha de Moçambique, depois de haver sofrido temporais e de ter Vasco da Gama sufocado com mão-de-ferro uma revolta da marinhagem. O piloto que o sultão de Moçambique lhe deu para o conduzir à Índia, teria sido, secretamente, incumbido de entregar os navios portugueses aos Mouros em Mombaça. Um acaso, entretanto, gorou a cilada e Vasco da Gama conseguiu um outro piloto em Melinde, avistando Calecut a 17 abr. 1498. Estava descoberto o caminho marítimo para a Índia e aberta uma nova página da História do Mundo. D. Manuel recompensou este glorioso feito, nomeando Vasco da Gama almirante-mor das Índias e fazendo-lhe doação de trezentos mil réis de renda. Voltou mais duas vezes à Índia, a última já como conde da Vidigueira, de que foi governador e quarto vice-rei, embora por pouco tempo, falecendo de malária em Cochim.
No Largo de São Paulo situa-se o Palácio dos Capitães-Generais, também conhecido como Palácio de S. Paulo ou Palácio do Governador. Construído por volta de 1610 para Colégio da Companhia de Jesus, na ilha desde 1600 (c.), na área da antiga Torre de São Gabriel, foi destruído por um incendio em 1670 e reconstruído em 1674. Com a expulsão dos jesuítas, o colégio foi cedido em 1759 para residência do Governador Geral e transformado para tal por 1763, funções que manteve até 1898 quando a capital da então colónia passou a ser Lourenço Marques (atual Maputo). Passou depois a ser residência do governador do distrito de Moçambique, até 1935, altura em que a capital do distrito foi mudada para Nampula. Entrou depois em decadência, embora, em 1956 recebesse o presidente de Portugal, Francisco Higino Craveiro Lopes (1894-1964) e, depois, ministros e outros visitantes ilustres. Atualmente no palácio funcionam dois museus: no rés-do-chão é o Museu da Marinha e no 1º andar (antiga residência) o Museu-Palácio de S. Paulo (artes decorativas), neste se encontra exposta, entre outros núcleos de interesse, uma coleção de mobiliário indo-português.