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Arquipelago de Origem:
Rio Grande do Sul (Brasil)
Data da Peça:
1735-00-00 00:00:00
Data de Publicação:
30/03/2015
Autor:
Projeto de Gian Battista Primoli
Chegada ao Arquipélago:
2015-03-30
Proprietário da Peça:
São Miguel das Missões
Proprietário da Imagem:
Privado
Autor da Imagem:
Privado
Cruz Missioneira da igreja de São Miguel das Missões, João Baptista Primoli, 1735 a 1744, Rio Grande do Sul, Brasil

Categorias
  • Arquitectura religiosa
    • Colégios e seminários
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    • Paisagens rurais e urbanas
  • Personalidades
    • Eclesiásticos e religiosos
    • Escultores e entalhadores
Descrição
Cruz Missioneira da igreja de São Miguel das Missões.
Projeto do padre Gian Battista Primoli (1673-1747), 1735 a 1744.
São Miguel das Missões.
Rio Grande do Sul, Brasil.

A História do Brasil, Uruguay e Paraguay encontram-se ligados à presença e à expansão da Companhia de Jesus, de que as Sete Missões, os bandeirantes e as políticas coloniais de Portugal e Espanha teriam sido os conflitos mais visíveis. Foi fundador da missão de São Miguel Arcanjo o padre Cristóvão de Mendonça, em 1632, mas que atacado pelos bandeirantes, num curto espaço de tempo, teve de abandonar o local refugiando-se com a sua redução de índios em Concepción, no Paraguay. A volta ao mesmo local aconteceu em 1687, então com a deslocação de 4.195 pessoas e, em três anos, já estava quase completa a Missão, com a casa dos padres e cem outras para os índios. Em 1697 a missão de São Miguel foi dividida, indo 2.832 pessoas fundar a redução de São João Batista. Em 1707 a Missão de São Miguel possuía 3.110 habitantes, sendo a igreja obra do padre João Baptista Primoli, que de 1735 a 1744 a levantou empregando somente operários indígenas. O conjunto das Sete Missões foi declarado pela UNESCO património da Humanidade. A Cruz de Caravaca à entrada, é uma cruz patriarcal ou "de Lorena", inspirada na congénere cruz-relicário do Santo Lenho, que teria aparecido no início do século XIII, por 1232, em Caravaca de La Cruz, na província Múrcia, em Espanha, a um celebrante cristão, trazida por dois anjos. A original perdeu-se em 1934, durante a guerra civil espanhola, mas a sua devoção já tinha ultrapassado o Atlântico, levada pelos jesuítas, em princípio, sendo um dos ícones de São Miguel das Missões, no Rio Grande do Sul, utilizada como cruzeiro e conhecida desde o século XVIII como "Cruz Missioneira".