Braço de São Francisco Xavier, relicário de prata, 1600 (c.), igreja de Jesu, Roma, Itália
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Descrição
Braço de São Francisco Xavier.
(1506-1552)
Relicário de prata, 1600 (c.)
Igreja de Jesu, Roma, Itália
Nascido Francisco de Jaso y Azpilicueta, o Apóstolo das Índias passaria à História como São Francisco Xavier (Castelo de Xavier, Pamplona, Navarra, 7 Abr. 1506; perto de Cantão, 2 Dez. 1552; beatificado em 25 Out. 1619 e can. 12 Mar. 1622, com St. Inácio de Loyola). Aluno interno do Colégio de Santa Bárbara, em Paris, pertence ao grupo fundador da Companhia. Mais tarde, em 1540, virá para Lisboa, partindo um ano depois para o Oriente. O corpo do Santo repousa hoje em Goa, conforme vontade do mesmo, embora, e já várias vezes, tenha estado para ser transladado. Foi-lhe amputado um braço, hoje em Jesú, em Roma, um úmero que se encontra em Macau e um dedo, que pertenceu ao Colégio do Funchal, presentemente no Paço Episcopal e que, em alturas especiais, tem sido exposto. O culto de São Francisco Xavier foi fortemente reativado pelo arcebispo de Goa D. Aires de Ornelas e Vasconcelos (Funchal, 18 Set. 1837; Lisboa, 28 Nov. 1880), que instituiu a exposição periódica do corpo do Apóstolo, acontecimento que teve repercussão em toda a Índia, levando à reunião de um sínodo provincial, com a presença de representantes de outras religiões, num diálogo inter-religioso até então inédito.
A decisão de construir a igreja de Jesu data de 1550, para substituir a pequena igreja contígua ao edifício da Ordem e que hoje ainda é o colégio internacional dos jesuítas. O projeto foi entregue, em 1568, a Jacopo Barozzi, dito Vignola, pelo cardeal Alessandro Farnese ou Alexandre Farnésio. A ideia inovadora de Vignola de fundir a nave a nave da basílica medieval com as ideias renascentista, criando assim uma nave única e passando as capelas para nave, num espaço uniformizado, tem sido como o modelo da nova arquitetura religiosa ocidental, embora em Portugal, por exemplo, já tal se praticasse. A fachada data de 1575 e deve-se a Giacomo della Porta, vindo a igreja a ser consagrada em 1584. A pintura do teto deve-se a Giovanni Battista Gaulli, também chamado Baciccio (Génova, 1639; Roma, 1709),