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 Arquipelago
Quénia

-
Ilha
Mombaça

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Forte de Jesus, 1593 (c.)

As obras para a construção do forte de Jesus de Mombaça iniciaram-se no dia 11 de Abril de 1593, reformulando uma anterior construção ali existente e os trabalhos arrastaram-se pelo menos até 1639. A traça deve ser atribuída ao arquitecto-mor João Baptista Cairato e o seu desenho circulou depois um pouco por toda a Índia, como temos informação. Este tipo de planta repete-se também no Brasil, como no forte dos Reis Magos, em Natal, iniciado em 1598 pelo jesuíta Gaspar de Samperes, que fora "mestre na traças de engenharia na Espanha e na Flandres" e, no Brasil, discípulo do italiano Baptista Antonelli. A FORTALEZA DE MONBACA, na folha 51 do álbum de Herédia, aparece nos mesmos moldes da de Moçambique, em relação aos atlas do Rio de Janeiro e Figueira e é também acompanhada de descrição e rendimento em moldes semelhantes. A fortaleza inicial de Mombaça datava de 1593, levantada por ordem do vice-rei Matias de Albuquerque e executada por João Baptista Cairato, embora desde o ataque de 1505 de D. Francisco de Almeida, existissem interesses portugueses na área (cit. George Abungu, "Forte Jesus de Mombaça. Poder, autoridade e conflito", in Oceanos, nº 28, revista cit., Outubro / Novembro de 1996, pp. 96 a 102). Tal como Pedro Barreto de Resende escreveu em 1634, também aqui vem a indicação de que "No ano de 1594 se tornou a reedificar na forma que se vê adiante", constando o desenho na folha 52 vº. MONBASA do álbum de Erédia. Em 1597 circulava na Índia, como já referido, enviada pelo capitão Mateus Mendes de Vasconcelos a nova traça da fortaleza (Cf. Cunha Rivara, ob. cit. fas. 3º, Doc. 242, p. 708, carta régia ao vice-rei conde da Vidigueira, Lisboa, 13 de Fevereiro de 1597), de que este segundo desenho deve ser cópia. Apresenta os nomes dos baluartes e a indicação de existir uma coluna comemorativa (?) com as armas reais no baluarte do mar, encimadas por coroa aberta, assim como as mesmas encimavam a porta, ladeadas por cruz de Cristo e esfera armilar. No entanto, em 1614 temos informações de que iriam começar novas obras, determinadas ao novo capitão Simão de Melo Pereira (Ibidem, fasc. 6º, doc. 1199, p. 1007, alvará de D. Jerónimo de Azevedo, Goa, 17 de Janeiro de 1614: ... porquanto Sua Majestade por suas cartas encomenda muito e manda que a fortaleza de Mombaça se acabe e ponha em perfeição, e em particular se acabe de alevantar os muros dela, pondo-os em altura conveniente... e que se acabe a cava.... ). Em 1635 houve novos trabalhos como o atestava uma lápide colocada no portão da fortaleza. A fortaleza só veio a ser abandonada em 1729 e é hoje o mais importante monumento histórico do Quénia. Bibliografia: Kirkman, J., Fort Jesus, Oxford, 1980;

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